Brasil esquece apoio dos EUA à democracia e à eleição de Lula, reclamam diplomatas americanos

Semyonova Solpav
Semyonova Solpav 2 Min Read
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O Brasil, ao ficar mais ao lado de China e Rússia, está esquecendo cedo demais o apoio dos Estados Unidos à democracia brasileira e à eleição do presidente Lula.

A avaliação, em tom de reclamação, é de funcionários e diplomatas norte-americanos diante dos acenos feitos pelo Brasil aos governos chinês e russo e críticas na direção dos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira (17), em mais um ato visto pelo governo dos EUA como um posicionamento a favor da Rússia, o governo brasileiro vai receber o ministro das Relações Exteriores de Wladimir Putin, Sergey Lavrov, o que tem potencial para elevar ainda mais a insatisfação americana com o governo Lula.

Em seu giro pela China e Emirados Árabes, Lula deu declarações que deixaram insatisfeitos os Estados Unidos.

Lula criticou em tom enfático a hegemonia do dólar no comércio internacional, defendeu a China no embate com EUA sobre Taiwan e encerrou o giro internacional atribuindo responsabilidade pela guerra da Rússia na Ucrânia aos Estados Unidos e Europa e ainda disse que a vítima, Ucrânia, também é responsável pelo conflito.

Agora, o Brasil recebe nesta segunda-feira Lavrov, num segundo passo avaliado pelo governo de Joe Biden como um desequilíbrio nas relações entre os dois países.

Diplomatas americanos lembram que o Itamaraty sempre se pautou pela “neutralidade” nas relações conflituosas, mas que agora, com Lula, está se alinhando mais à Rússia e China.

Funcionários do governo dos Estados Unidos fazem questão de lembrar que, quando Bolsonaro fez ataques golpistas à democracia brasileira, questionando uma eleição de Lula, quem se expôs e defendeu o Brasil foram os EUA, de forma explícita, enquanto China e Rússia ficaram em silêncio.

Segundo esses funcionários, isso mostra como o governo brasileiro estaria demonstrando “ingratidão” com um parceiro que foi essencial na luta pela democracia brasileira.

 

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