Tal como apresenta Ediney Jara de Oliveira, a economia baseada em dados deixou de ser um tema restrito às grandes corporações e passou a fazer parte da rotina de negócios de todos os tamanhos, especialmente no comércio. Ao utilizar informações concretas do próprio negócio para orientar decisões, acha-se um caminho direto para aumentar vendas, melhorar margens e reduzir desperdícios. Em vez de apostar apenas na intuição, o comerciante passa a enxergar o que os números revelam sobre clientes, produtos e resultados.
Continue lendo para ter mais informações do que são as métricas e como utilizá-las na rotina do negócio.
O que é economia baseada em dados no comércio?
Quando se fala em economia baseada em dados, trata-se de um modelo de gestão em que as decisões deixam de ser guiadas por impressões isoladas e passam a ser fundamentadas em informações registradas ao longo do tempo. Segundo a visão de Ediney Jara de Oliveira, isso significa olhar com atenção para o histórico de vendas, margens, ticket médio, comportamento dos clientes e desempenho de campanhas, transformando esses registros em conhecimento prático.

No comércio, cada venda realizada, cada forma de pagamento utilizada e cada contato com o cliente gera uma informação que pode ser analisada. Dados de horários de maior movimento, produtos mais procurados, períodos de sazonalidade e índices de inadimplência ajudam a compor um retrato mais fiel do negócio. A partir desse retrato, o gestor consegue identificar oportunidades, corrigir falhas e planejar ações com maior precisão.
É importante destacar que economia baseada em dados não é sinônimo de tecnologia complexa. Ferramentas mais simples, como planilhas estruturadas ou sistemas de gestão acessíveis, já permitem centralizar e organizar informações. O diferencial está menos na sofisticação técnica e mais na disciplina de registrar, acompanhar e interpretar números de forma consistente.
Por que as métricas são decisivas para vender mais?
As métricas de desempenho funcionam como um painel de controle do negócio. Sem elas, o comerciante corre o risco de se guiar por percepções incompletas, acreditando, por exemplo, que um produto “vende pouco” ou “vende muito” sem ter noção exata de margens e frequência de compra. Esses pontos, como alude Ediney Jara de Oliveira, podem levar a decisões equivocadas, como descontinuar itens lucrativos ou insistir em produtos que ocupam espaço e capital sem gerar retorno adequado.
Ao acompanhar indicadores como volume vendido, margem por produto, ticket médio e taxa de conversão de clientes, fica mais fácil identificar quais ações realmente contribuem para o crescimento das vendas. Uma campanha promocional, por exemplo, pode aumentar o movimento na loja, mas reduzir a margem a ponto de comprometer o resultado final. Nesse caso, as métricas mostram se a estratégia deve ser ajustada, repetida ou substituída.
Para além desses destaques, as métricas ajudam a monitorar a fidelização de clientes, com a frequência de compra, valor médio por cliente e taxa de retorno revelam se o relacionamento está se fortalecendo ou enfraquecendo ao longo do tempo. Ediney Jara de Oliveira explica que entender esse comportamento permite criar programas de relacionamento mais eficazes, ofertas segmentadas e ações específicas para reengajar quem reduziu ou interrompeu compras.
Indicadores essenciais para o comerciante acompanhar
No universo de dados disponíveis, alguns indicadores se destacam pela relevância no dia a dia do comércio. O faturamento diário, semanal e mensal, por exemplo, permite acompanhar o ritmo do negócio e comparar períodos diferentes. Ao confrontar esses números com custos e despesas, o comerciante consegue avaliar o lucro real, evitando a ilusão de “vender muito, mas sobrar pouco”.
Outro indicador fundamental é o ticket médio, já frisado aqui, dado que ele mostra quanto, em média, cada cliente gasta a cada compra. Saber se o ticket está aumentando ou diminuindo ajuda a entender a receptividade a estratégias como venda casada, kits promocionais e inclusão de itens de maior valor agregado. Conforme expõe Ediney Jara de Oliveira, trabalhar com metas de ticket médio pode ser uma forma eficiente de estimular a equipe a oferecer soluções mais completas ao cliente.
Também vale atenção ao giro de estoque, já que, itens que permanecem muito tempo parados imobilizam o capital e aumentam o risco de perdas, especialmente em produtos sazonais ou com validade. Ao acompanhar o tempo médio de permanência dos produtos nas prateleiras, o comerciante consegue ajustar compras, planejar promoções pontuais e evitar excesso de mercadorias. Essa leitura de dados contribui diretamente para liberar caixa e melhorar a rentabilidade.
Como transformar dados em decisões comerciais?
Coletar dados é apenas o primeiro passo, o verdadeiro valor surge quando essas informações são analisadas e se transformam em decisões práticas, e como demonstra Ediney Jara de Oliveira, a rotina de análise deve fazer parte da gestão, com momentos definidos para revisar indicadores, comparar resultados e definir ações. Isso pode ser feito semanal ou mensalmente, dependendo do porte e da dinâmica do negócio.
Uma forma eficiente de transformar dados em decisões é estabelecer metas claras, vinculadas a indicadores chave. Se o objetivo é aumentar vendas, pode-se trabalhar metas de faturamento e ticket médio. Se a prioridade é melhorar o fluxo de caixa, metas de redução de estoque parado e renegociação de prazos ganham destaque. O importante é que cada ação planejada tenha correspondência direta em um indicador, facilitando o acompanhamento dos resultados.
Outro ponto importante é testar e medir. Em vez de grandes mudanças de uma só vez, o comerciante pode ajustar gradualmente preços, exposição de produtos, horários de funcionamento ou campanhas de comunicação, observando o impacto em vendas e margens. Ediney Jara de Oliveira menciona que essa abordagem de testes controlados reduz riscos e permite aprender com o próprio mercado, a partir de respostas reais dos clientes.
Construindo uma cultura interna orientada por dados
Para que a economia baseada em dados se consolide, é essencial que ela se transforme em cultura, e não apenas em uma ferramenta pontual. Isso envolve engajar a equipe na importância de registrar corretamente vendas, entradas de estoque, trocas e devoluções, evitando falhas que distorçam os indicadores. Quando todos entendem que os números orientam decisões que impactam diretamente o futuro do negócio, o compromisso com a qualidade das informações tende a aumentar.
Compartilhar periodicamente alguns indicadores com a equipe também contribui para essa cultura. Mostrar como evoluíram faturamento, ticket médio ou giro de produtos, por exemplo, ajuda a conectar o trabalho de cada um com os resultados gerais. Tal como considera Ediney Jara de Oliveira, essa transparência fortalece o senso de responsabilidade e estimula uma atuação mais alinhada às metas.
Por fim, é importante lembrar que a economia baseada em dados é um processo contínuo de aprendizado. Com o tempo, o comerciante se torna mais habilidoso na leitura de relatórios, na identificação de padrões e na antecipação de movimentos do mercado. Ao usar métricas de forma inteligente para tomar decisões, ajustar estratégias e direcionar investimentos, o comércio deixa de reagir apenas às circunstâncias e passa a atuar de forma mais planejada, consistente e competitiva, aumentando as chances de vender mais e crescer de maneira sustentável.
Autor: Semyonova Solpav

