Rastreamento por GPS ajuda a revelar esquema de caça em área rural de Bofete

Redação Diário de Porangaba
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O uso de uma coleira com rastreamento por GPS ajudou a Polícia Militar Ambiental a identificar equipamentos ligados a uma suspeita de caça ilegal em uma propriedade rural de Bofete. A ocorrência foi registrada no domingo, 11 de outubro de 2026, na região do bairro Espraiadinho, após uma denúncia anônima sobre a presença de pessoas armadas nas proximidades de uma fazenda.

De acordo com o Sampi Bauru, os policiais visualizaram aproximadamente seis homens acompanhados por quatro cães quando chegaram ao ponto indicado. O grupo fugiu em direção à área de mata ao perceber a aproximação das equipes. Parte dos agentes iniciou buscas a pé, enquanto outras viaturas fizeram diligências nas vias próximas à propriedade.

Cães e animais abatidos foram encontrados na mata

Durante a varredura, os policiais localizaram os quatro cães que estariam sendo utilizados na atividade de caça. Um deles usava uma coleira equipada com sistema de localização por GPS. Também foram encontrados um javali morto, amarrado a uma árvore e com marcas de disparos, além de um estojo deflagrado de munição calibre .20.

Em uma trilha usada durante a fuga, a equipe encontrou uma mochila escondida com um teiú abatido. O animal, também conhecido como lagarto teiú, foi localizado nas proximidades de um rio, conforme o registro divulgado pelo Sampi Bauru. A ocorrência envolveu, portanto, a localização de um animal considerado exótico, o javali, e de um animal da fauna silvestre brasileira.

O relato do Acontece Botucatu informa que, além da mochila e do cartucho, os agentes encontraram equipamentos associados à caça. Entre os materiais estavam facas, um instrumento conhecido como “pio”, usado para atrair animais, e um aparelho receptor de GPS que recebia o sinal emitido pela coleira de um dos cães apreendidos.

Dois homens foram abordados durante o patrulhamento

Após a fuga do grupo para a mata, a Polícia Ambiental continuou o patrulhamento na região e abordou dois homens que estavam em um veículo. Na vistoria, foram localizadas facas, o apito utilizado para atrair animais e o aparelho que captava o sinal do GPS. Os abordados foram levados para prestar esclarecimentos e apresentados às autoridades policiais junto com os materiais recolhidos.

Segundo o São Manuel Conectado, cada um dos dois homens recebeu multa administrativa de R$ 500, totalizando R$ 1 mil em autuações. Os cães, os animais mortos e os objetos apreendidos também foram encaminhados para os procedimentos previstos pelas autoridades responsáveis pelo registro da ocorrência.

A ocorrência foi registrada como suspeita de crime contra a fauna, com referência ao artigo 29 da Lei Federal nº 9.605/1998, conforme informações publicadas pelo Acontece Botucatu. O dispositivo trata de condutas como matar, perseguir, caçar ou capturar animais da fauna silvestre sem autorização, licença ou permissão da autoridade competente.

Investigação deve separar responsabilidades administrativa e criminal

O caso também evidencia a diferença entre a autuação administrativa aplicada pela Polícia Ambiental e a apuração criminal conduzida pela autoridade policial. Conforme o Bom Dia Piedade, os autos de infração foram elaborados com base no artigo 25 da Resolução SIMA nº 05/2021, enquanto a ocorrência policial foi encaminhada para análise na Delegacia de Polícia de Bofete.

O Sampi Bauru informou que não houve prisão em flagrante e que o caso foi levado à apreciação do delegado responsável, que deverá analisar a autoria e a participação dos envolvidos. Assim, os homens foram tratados como suspeitos e autuados administrativamente, sem que isso represente, por si só, uma condenação criminal.

A apreensão dos cães e do equipamento de rastreamento mostra como recursos usados em atividades rurais podem ser empregados para localizar animais durante incursões em áreas de mata. No episódio de Bofete, a tecnologia permitiu relacionar um dos cães encontrados ao aparelho localizado no veículo abordado, enquanto os animais abatidos, a munição e os demais apetrechos serviram como elementos reunidos no registro da ocorrência.

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